Dr. Li Wenliang, o primeiro a “espalhar boatos”, escreve Dr. Eduardo Leite

Médicos Pela Vida são todos os médicos que, mesmo antes da graduação, passaram a se dedicar ao cuidar das vidas dos seus semelhantes, mesmo que esse cuidar lhes privem de mais momentos com os seus pais, filhos, amigos.

O MPV – Médicos Pela Vida, na realidade um manifesto que nasceu em Recife Pernambuco, idealizado por médicos anônimos do grande público, foi fruto desse cuidar, da mesma forma que outros milhares de médicos Brasil adentro e mundo afora que possuem o mesmo objetivo.

Ser médico é ser inquieto. Ser médico é ser questionador. Ser médico é ligar pouco ou quase nada para a sua própria saúde. Ser médico é não se prender a protocolos ou se intimidar aos que tentam impor condutas via “entidades médicas ou científicas” quando o seu próprio olhar diz o contrário sobre as inações propostas por esses segmentos. Ser médico é também não se limitar à sua especialidade.

A pandemia COVID-19 ou “a pandemia da estupidez” veio para mostrar a importância do médico na condução da melhor e da mais barata opção terapêutica contra o SARS-CoV-2, divergindo de “grandes” entidades médicas nacionais ou internacionais, das grandes indústrias farmacêuticas ligadas ou não aos bilionários investidores do mercado financeiro, da justiça, dos políticos, dos gestores públicos e até da grande imprensa.

Os médicos que estão intrinsecamente ligados aos seus pacientes pela ética e pelo ato de ser médico, não se importam de serem perseguidos e chamados de “espalhadores de boatos” como foi acusado o oftalmologista Li Wenliang, pelo governo chinês. Ele alertava sobre um novo vírus SARS em setembro de 2019. A ele, autoritariamente, foi negado o direito de ser médico e alertar o mundo.

A história desse Médico Pela Vida, Li Wenliang, e dos seus sete colegas que ajudaram na importante denúncia, precisa ser reconhecida por toda a humanidade. Os crimes cometidos contra a sua honra pelo governo chines têm que ser reparados. Seus filhos e esposa precisam ser indenizados, assim como os seus colegas que foram presos e difamados como “espalhadores de boatos”. Eles foram chamados de charlatões curandeiros, assim como somos ofendidos aqui por parte da imprensa, políticos, gestores públicos e até colegas, enquanto seguimos sendo médicos, tratando nossos pacientes para que eles vençam a COVID-19.

O governo ditatorial da China, assim como a OMS, devem explicações ao mundo pela forma suspeita que conduziram a divulgação sobre esse novo vírus que tantas mortes trouxe ao mundo. Se não fossem os sufocados alertas dados pelos Médicos pela Vida na China, a catástrofe seria bem pior.

Não há de ser nada.

Somos Médicos Pela Vida. #somostodosdrliwenliang

Dr. Eduardo Leite

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