Publicado originalmente em inglês no Brownstone Institute
Neste artigo, eu vou falar do dióxido de cloro. No fim, vou recomendar o livro do meu amigo Dr. Pierre Kory tratando deste assunto. Pierre é médico, já foi professor de medicina em uma universidade de ponta e é pesquisador de primeiro nível. Ele, com muita coragem, salvou muitas vidas na COVID-19, e pagou o devido preço por essa ousadia. Vou recomendar porque, além de ser um livro muito bom de ler, confio na investigação e no conhecimento médico profundo de Pierre.
Lançado recentemente nos EUA e agora em português: “Guerra ao dióxido de cloro” me surpreendeu por ser um livro que vai muito além da ciência por trás do composto químico. É um livro que fala das pessoas que defenderam, na história, o uso do dióxido de cloro para combater diversas doenças.
Mas antes de falar mais do livro, eu preciso lembrar como eu pensava em 2019, pouco antes de eclodir a pandemia de COVID-19. Na época, eu pensava de modo semelhante à maioria das pessoas. Eu reproduzia os pensamentos de senso comum, nada mais que isso. Eu era uma pessoa normal, desatenta, que confiava plenamente em instituições.
Também, aqui, neste artigo, preciso falar para quem esse livro é indicado, além de explicar para quem ele, definitivamente, não é indicado. Farei isso um pouco mais à frente.
Antes da pandemia
Em minha percepção pessoal, eu sempre soube que corrupção sempre existiu em todos os ramos. Eu imaginava que, quando falamos de big pharma, isso também existia. Mas pensava que era algo abstrato: um superfaturamento aqui, um contrato absurdamente proveitoso ali, um sobrepreço abusivo em outro lugar.
Imaginava que sim, alguns produtos poderiam ter lotes com baixa qualidade, como qualquer produto em uma linha da produção feita para dar lucro. Entendia que tudo, quando descoberto, era denunciado em manchetes dos jornais, devidamente apurado, com todos os malfeitores processados ou presos. Imaginava que essas coisas poderiam até causar alguns danos à saúde geral da população, mas que estava sempre sob intensa vigilância e controle.
Antes da pandemia, acompanhando notícias do ramo pelos jornais, a gente sabia que, de vez em quando, algum cientista ou grupo de cientistas, por motivações diversas, faziam alguma fraude em algum estudo. Quando isso acontecia, tudo ia direto para as manchetes. No meu modo de entender, “a ciência” sempre teve mecanismos para se proteger dessas coisas, com os cientistas sérios rapidamente agindo para expor e expulsar os fraudadores. Afinal, é uma área absolutamente nobre da ciência: a da saúde de todo mundo, incluindo a minha.
Em outras situações, ainda antes da pandemia, eu me vi em conversas onde alguém sugeria que diversos tratamentos para diversas doenças já existiam, mas que isso era escondido da população. Por respeito aos meus amigos que traziam assunto assim, eu não cheguei exatamente a rir dessas conversas, mas na minha cabeça, eu entendia tudo isso como hipoteticamente plausível, mas que era, devido a falta de evidências concretas, nada mais do que “teoria da conspiração”.
Bem, aí veio a pandemia e eu decidi que, em vez de ficar, durante o lockdown, assistindo filmes ou jogando videogame, acompanhar cada detalhe dos estudos que saíam. Antes, eu não tinha interesse profundo neste assunto. Eu lia as manchetes disso junto com notícias de resultados esportivos e previsões do tempo. Mas na pandemia eu tinha uma boa motivação para acompanhar de perto: eu queria sair vivo da COVID-19. Além de poder orientar as pessoas que gosto sobre as melhores opções.
Deste modo, acompanhei diversas possibilidades de tratamentos, além de acompanhar os dados de cada lançamento de vacinas. Eu queria saber os meandros, direto nas fontes, antes de tudo ser filtrado por “divulgadores de ciência” e especialistas nas manchetes dos jornais.
O que foi a COVID-19?
Eu vou fazer um resumo simples. E eu sei que este resumo vai fazer muita gente já deixar de ler esse artigo. Além disso, se for seu caso, já digo: eu consigo explicar o motivo da sua repulsa diante dessas afirmações.
O resumo da pandemia é: COVID-19 sempre teve tratamentos muito eficazes e baratos, desde o início. Deixaram milhões morrerem porque isso, veja só, dava lucro.
O lockdown, quando o mundo parou como nunca na história, jamais foi necessário além de duas semanas, porque, com a doença devidamente tratada, morreria menos gente que uma gripe comum.
Sim, foi isso mesmo que eu disse, foram milhões mortos por lucro. Grana, cara! Ficou assustado com o que eu disse?
Eu sei que é uma história difícil de acreditar, não é? Eu entendo. Porque para acreditar nisso, já que envolve uma quantidade imensa de pessoas, entidades, sociedades médicas, científicas, reguladoras, todos em sincronia para acobertar e afastar as pessoas de tratamentos válidos, você tem que acreditar em outra coisa: que a humanidade não presta. É um abalo da fé na bondade humana. Não é fácil renunciar a isso.
Vamos direto ao maior contraste da COVID-19
Depois de seis anos de pandemia, alguns grandes contrastes ficaram. Vamos ao mais marcante deles: a saga da hidroxicloroquina.
Hoje em dia, a palavra “cloroquina” e sua irmã um pouco mais nova, mas mesmo assim, septuagenária, a “hidroxicloroquina” são sinônimos de pessoas malucas: “Essa pessoa aí é cloroquina das ideias”, pode alguém fazer galhofa. A palavra “cloroquina” é utilizada para introduzir piadas. Chegaram a fazer quadros de humor – sim, engraçados, além de músicas para zoar as pessoas que insistiam em falar no medicamento durante a COVID-19.
Mas como isso se deu? Todos sabem que a OMS, órgão entendido como o juiz final de questões do ramo, nunca recomendou a hidroxicloroquina. Todos sabem que a FDA e outras agências regulatórias importantes pelo mundo, além das mais respeitadas associações médicas e periódicos científicos, jamais recomendaram o medicamento contra a COVID-19. Na verdade, muito pelo contrário. Todos recomendavam contra. O pensamento era que se as pessoas, desesperadas e com medo da doença, acreditassem em falsas curas, o comportamento delas seria de deixarem de seguir as coisas que realmente funcionavam, como vacinas, lockdown e máscaras.
Assim, nos EUA, os jornais tratavam o assunto como “teoria da conspiração”. No Brasil, uma médica, Luana Araújo, foi ao congresso nacional, durante uma investigação parlamentar e explicou que “Discutir cloroquina é escolher de que borda da Terra plana a gente vai pular”. Isso virou manchete nos mais importantes jornais do Brasil. Coisa de terraplanista, entendeu? Você é um negacionista da ciência ou é inteligente?
Agora acompanha o pensamento comigo. Se estavam morrendo 3 ou 4 mil pessoas por dia de COVID, se houvesse algo eficaz, todo mundo falaria que é eficaz, não é mesmo? Ninguém faria a incomensurável maldade de falar contra, afastando pessoas de tratamentos válidos, deixando milhões morrerem mundo afora. Portanto, diante dessa constatação óbvia, só pessoas completamente malucas poderiam falar que hidroxicloroquina possuía evidências científicas.
E mesmo com todo o esclarecimento, em todos os grandes jornais, que a HCQ contra a COVID era “comprovadamente ineficaz”, como era dito na grande mídia, alguns médicos, certamente delirantes, ainda insistiam que havia, sim, evidências. Muitos deles foram demitidos, sofreram investigações e até perderam as licenças para serem médicos, afinal, só delirantes, entre os que acreditam que a terra é plana, poderiam incentivar esse delírio perigoso gerando riscos para a sociedade.
Agora vamos para o contraste. Você vai abrir um link junto comigo. É uma notícia. Nós vamos abrir, conferir o endereço do website, checando rigorosamente a fonte: “Hidroxicloroquina oferece prevenção moderada da COVID-19, mostra grande ensaio clínico”.

Não, não é nenhum site obscuro da internet. Está aí, no site da Universidade de Oxford: cloroquina é eficaz contra a COVID-19. Lembrando que essa Universidade figura, invariavelmente, entre as três Universidades mais prestigiadas do mundo em qualquer ranking de relevância, competindo diretamente com o MIT, Harvard e Stanford. Com quase um milênio de história, a Universidade de Oxford foi um pilar fundamental do Iluminismo, desempenhando um papel crucial na transição da humanidade das trevas da Idade Média para a era da racionalidade e do método científico.
É um contraste gigantesco, não é?
Coisas a se reparar nessa notícia de Oxford
Oxford só bateu o martelo porque é uma meta-análise de estudos randomizados. É, portanto, o nível de evidência mais alto possível que um medicamento pode chegar.
Para se ter uma referência, segundo um estudo publicado no JAMA em 2019, apenas 8,5% das recomendações das maiores diretrizes cardiológicas americanas possuem esse nível de evidência (múltiplos ensaios clínicos randomizados). Ou seja, apenas para inverter a conta: 91,5% das orientações que médicos seguem em cardiologia se baseiam em evidências mais fracas do que as que Oxford apresentou para a HCQ.
Portanto, HCQ contra a COVID-19 está em um seleto grupo entre os medicamentos mais comprovados que existem. Exatamente por isso, Oxford não usou aquela linguagem cuidadosa dos estudos científicos, como “pode ser eficaz”, seguido de “mais estudos precisam ser feitos”. Bateu o martelo que é eficaz, pronto e acabou.
É um estudo revisado por pares e publicado em um periódico científico médico. Mas também virou notícia no site de Oxford. Ou seja, não dá para jogar aquele migué de “são pesquisadores de Oxford, não é da Universidade de Oxford”, tentando mudar as de lugar as traves do gol. Teve aval inequívoco da instituição.
Continuando ainda, na notícia, colocaram a foto dos pesquisadores. São mais de 70 pessoas que assinam o estudo, para não ter muita discussão, cara feia e gritaria. Até porque gritaria e desejo pessoal não adianta nada para a ciência. Além de tudo isso, entre os que assinam, está o Sir Nicholas John White, um cientista com H-index maior que 200. É o maior especialista do mundo em doenças tropicais. Sobrou algum Zé Mané, fazendo pose de inteligente, para chamar Oxford de “terraplanista”?
Questionamentos necessários sobre Oxford
Eu queria já ir para o dióxido de cloro e falar mais do livro de Kory, mas não dá. Preciso introduzir um pouco mais o assunto com a HCQ. De qualquer forma, é importante para você entender um pouco mais como funciona o ramo. É como o atleta fazendo o aquecimento.
A primeira questão é: por que Oxford levou mais de 800 dias para publicar o resultado do estudo? Você consegue pensar em algum motivo para os resultados terem ficado numa gaveta por mais de dois anos?
Oxford fez seu ensaio clínico “padrão ouro” em profilaxia pré-exposição (quando você toma o medicamento antes de ter contato com o vírus, com o objetivo de evitar o contágio). No ensaio de Oxford, o uso de cloroquina e hidroxicloroquina mostrou uma redução de 57% nos casos de COVID-19 confirmados por PCR. Depois eles, no mesmo estudo, fizeram uma meta-análise. Ou seja, juntaram esse ensaio clínico com outros semelhantes de profilaxia pré-exposição. Todos os anteriores também eram positivos.
A segunda questão é: por que, no meio do estudo, eles alteraram o desfecho para soroconversão? Os estudos de vacinas não utilizaram isso. Todos utilizaram o exame PCR. Soroconversão mede apenas se o corpo produziu anticorpos, não se a pessoa ficou doente de verdade. Será que, alterando o desfecho, o resultado fica, como explícito na manchete, “moderado”?
Nota para fechar este assunto: esta meta-análise de Oxford é de profilaxia pré-exposição, quando você toma a hidroxicloroquina com o objetivo de evitar a infecção. Neste uso, chegou ao nível máximo, máximo mesmo, de evidência. Mas a HCQ também é muito eficaz para tratamento precoce, ou seja, quando toma-se o medicamento nos primeiros dias depois de infectado, com o objetivo de evitar agravamento da doença. Temos boas evidências disso. E também eficaz em profilaxia pós-exposição. Quando você tem contato com alguém infectado e toma o medicamento com o objetivo de evitar infecção. As evidências são boas, mas não máxima. (Detalhe: não é eficaz em pacientes intubados, na hora da extrema unção, em overdose. Sim, tivemos estudos em overdose que foram para as capas dos jornais mais importantes do mundo).
Segunda nota: as evidências da ivermectina na COVID também são arrasadoras, mas não usei isso como exemplo porque não tenho um contraste máximo, como um estudo feito em alguma universidade nível Oxford, que é ícone. O contraste de Oxford é arrasador.
Bem, eu vi tudo isso na minha frente, acontecendo ao vivo. E isso me levou a um inevitável questionamento: o que foi enterrado antes na história da medicina?
O dióxido de cloro
“O remédio que poderia acabar com a medicina”, foi assim que o Dr Pierre Kory, junto com Jenna McCarthy, jornalista e co-autora do livro, colocaram como subtítulo. No mínimo, isso é intrigante, não? Acabar com tudo, remodelar.
Eles utilizam essa frase porque entendem que o dióxido de cloro (ClO₂) representa uma ameaça existencial ao modelo de negócios da indústria farmacêutica moderna, assim como a hidroxicloroquina ameaçou o poder da big pharma na COVID-19.
Devido ao fato do dióxido de cloro ser uma molécula barata, não patenteável, que as pessoas podem preparar em casa e com eficácia contra uma vasta gama de doenças infecciosas e crônicas, ela poderia substituir ou eliminar a necessidade de inúmeras abordagens médicas caras e controladas pelo cartel farmacêutico. Assustou com o que eu disse?
Mas o livro não fala apenas de evidências científicas. O livro conta a história da molécula e de diversas pessoas que, ao longo da história, tentaram difundir seu uso. O resultado? Três assassinatos suspeitos, como o do Dr. Eugene Blass, que foi espancado até a morte na frente de seu laboratório. Tem outro que sobreviveu a diversas tentativas de envenenamento, e teve até um cara que teve as pernas explodidas por uma bomba em seu quarto de hotel. Perigoso mexer com esse assunto, certo?
E temos a história de diversas pessoas que foram presas, como a de um professor e pesquisador que conduziu e publicou um estudo altamente positivo com 500 pacientes com malária tratados com dióxido de cloro em Camarões, na África. Ele foi para uma reunião e na volta pediram para ele levar um pacote para alguém. Tinha cocaína ali. Ele foi preso por tráfico de drogas. E o estudo que ele já tinha publicado? Foi cancelado na literatura científica. Ou seja, o livro parece mais um filme de espionagem de Hollywood. A leitura prende.
Além disso, Kory e Jenna trazem um monte de curiosidades, como quando em 1987, a NASA, agência espacial americana, chamou o dióxido de cloro de “antídoto universal” devido à sua eficácia contra 42 patógenos conhecidos
Um momento particularmente brilhante do livro é a “Escala Kory”. É uma métrica satírica, mas fundamentada, que ele desenvolveu para avaliar a eficácia provável de terapias “não comprovadas”. A premissa é simples: a eficácia de um tratamento é diretamente proporcional à brutalidade dos ataques que ele sofre do sistema médico (FDA, mídia, agências de saúde). Na escala, ataques da mídia valem 4 pontos, prisões valem 10 e assassinatos valem 50.
A história da hidroxicloroquina, que contei acima, não chegou a ter gente assassinada. Teve batidas policiais intimidatórias, profissionais perdendo emprego, outros perdendo a licença para serem médicos e uma quantidade alucinante de ataques na mídia, mas, pela escala, isso dá poucos pontos.
O livro tem diversas passagens interessantes, como quando um pesquisador instalou um sistema de tratamento de água que erradicou a malária em uma cidade inteira. Acompanha comigo a ameaça: 600 mil pessoas morrem por ano de malária no mundo.
Mas uma coisa precisa ficar clara desde já. Da hidroxicloroquina contra a COVID, hoje temos o nível máximo de evidência científica. E mais: feita por uma das universidades mais importantes do mundo. Do dióxido de cloro, não temos isso. Mas isso me lembra bem 2020. Lá, no início da pandemia, começaram a surgir as primeiras evidências da HCQ em profilaxia de estudos observacionais de baixo nível comprobatório. Só que eram diversos estudos, de diversos lugares, todos positivos. Alguns cientistas já explicaram que era o suficiente e que era para fazer profilaxia e acabar com a pandemia. O resultado, olhando o conjunto, era claro. Bem, aí foram todos empurrando com a barriga, segurando, esquecendo na gaveta, atrasando estudos. Teve até fraudes para fazer atrasar ou interromper estudos, com o caso da Surgisphere. “Fraude monumental”, afirmou Richard Horton, editor chefe da Lancet.
O livro apresenta relatos impressionantes de uma vasta gama de doenças que teriam respondido ao dióxido de cloro: desde infecções agudas como malária, HIV/AIDS, hepatite, gripe e tuberculose multirresistente, até condições crônicas e inflamatórias como autismo, diabetes, doença de Lyme e feridas de difícil cicatrização, incluindo casos severos de gangrena e pé diabético que evitariam amputações iminentes. Há até séries de casos documentando remissões estáveis em pacientes com câncer metastático (pâncreas, próstata e rins) que já haviam esgotado todas as opções convencionais. Embora o Dr. Kory admita que a ciência precisa de mais ensaios formais para determinar a magnitude exata do efeito em larga escala, o impacto clínico de ver doenças rotuladas como “incuráveis” simplesmente retrocederem é algo que impressiona e desafia o modelo de negócios da medicina tradicional.
Lendo o livro, me vejo como na mesma época do início da pandemia. Entendo que as evidências do dióxido de cloro até agora, mostram muito. Mas, devido à violência da coisa toda, duvido que um dia consigam fazer estudos grandes, randomizados, “padrão ouro” do dióxido de cloro. Bem, um que tentou foi parar numa cadeia como traficante internacional de drogas quando voltava de uma reunião tentando buscar financiamento para um estudo.
Para quem esse livro não é indicado
Se você não acha importante a notícia da hidroxicloroquina no site de Oxford, se isso não te deixou em choque, este livro não é para você.
Pense bem no que aconteceu: com a eficácia que Oxford confirmou em profilaxia, a pandemia poderia ter sido encerrada em 2020. Seria, no máximo, um mês de lockdown, não um ano e meio. Um lockdown que fechou pequenos negócios para sempre, que gerou a maior transferência de renda dos pobres para os ricos da história da humanidade, que destruiu o sustento de milhões de famílias, que gerou doenças e problemas psiquiátricos persistentes. Se isso tudo te parece razoável, não é para você.
Agora, um exercício simples. Abra o Google e escreva “dióxido de cloro”. Para mim, aqui, a primeira coisa que apareceu não é um estudo, não é uma notícia. É um ícone amarelo grande com os dizeres: “Riscos graves à saúde”. Abaixo: “Nenhum benefício médico”. E ainda uma orientação oficial para denunciar para as autoridades qualquer propaganda ou venda do produto.
Se isso te basta, se um ícone amarelo do Google encerra o assunto para você, esse livro não é para você.
Para mim, esses anúncios de perigo piscando não impressionam. Eu fui vacinado para isso. No Brasil, um dos maiores e mais famosos youtubers de ciência, quando se levantou a possibilidade de tratamento com HCQ em 2020, afirmou que o uso de cloroquina por cinco dias, em tratamento precoce, poderia causar “uma perda absurda de visão, talvez até a cegueira”. Eu fui na Pubmed pesquisar. Este estudo, de 2003, diz que não foi observada toxicidade na retina por causa da hidroxicloroquina em nenhum dos 526 pacientes durante os primeiros 6 anos de tratamento. Sim. Antes de seis anos contínuos. Nenhum problema. E cego ninguém nunca ficou. Ou seja, para mim, esse avisos com interesses não assustam.
Agora escreva “Pierre Kory” no Google. O primeiro link que apareceu para mim foi: “Médicos acusados de disseminar informações falsas perdem suas certificações“. A notícia fala de Kory e do Dr. Marik. Eles batalharam juntos na linha de frente COVID-19.. Uma das informações falsas em questão? Hidroxicloroquina.
O mesmo medicamento que Oxford confirmou eficaz, no nível máximo de evidência científica, depois de deixar engavetado por mais de dois anos.
Se você acha que foi justo, esse livro definitivamente não é para você.
Este livro é para quem faz perguntas.
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