Vacina COVID-19 da Pfizer está associada a uma mortalidade por todas as causas 40% maior em comparação com a vacina Moderna, conclui estudo

Um estudo comparando quase 2 milhões de adultos da Flórida, com características semelhantes, descobriu que os pacientes que receberam a vacina da Pfizer morreram em taxas significativamente mais altas do que os que receberam a da Moderna ao longo de 12 meses.
Foto: ChatGPT

Um estudo realizado com adultos residentes no estado da Flórida, nos Estados Unidos, comparou diretamente os desfechos de mortalidade em 12 meses entre pessoas que receberam a primeira dose da vacina Covid-19 da Pfizer (BNT162b2) e as que receberam a da Moderna (mRNA-1273). O trabalho foi publicado no prestigiado periódico Global Epidemiology, da editora Elsevier.

“Adultos da Flórida que receberam a vacina BNT162b2 contra COVID-19 na série inicial apresentaram maior risco de mortalidade por todas as causas, por doenças cardiovasculares, por COVID-19 e por outras causas em 12 meses, em comparação com aqueles que receberam a vacina mRNA-1273”, escreveram os cientistas no estudo.

Quase 2 milhões de pessoas pareadas

A análise principal envolveu 1.962.822 adultos, divididos igualmente entre os dois grupos: 981.411 pessoas que receberam a Pfizer e 981.411 que receberam a Moderna. O período de inclusão abrangeu pessoas vacinadas com a primeira dose entre 18 de dezembro de 2020 e 31 de agosto de 2021, com acompanhamento de até 12 meses após a aplicação.

O que é o pareamento, em linguagem simples

Para que a comparação entre os dois grupos fosse a mais justa possível, os pesquisadores usaram uma técnica chamada pareamento. A ideia é simples: para cada pessoa que tomou a Pfizer, foi buscada uma pessoa o mais semelhante possível que tomou a Moderna, formando pares praticamente “gêmeos” em características importantes.

Os critérios usados para formar esses pares foram: faixa de idade, sexo, raça, etnia, mês em que a pessoa se vacinou, o tipo de local onde a vacina foi aplicada (farmácia, hospital, centro de saúde etc.) e até o bairro de residência (setor censitário). A lógica é que, se os dois grupos são muito parecidos nessas características, as diferenças observadas nos desfechos de saúde tendem a refletir melhor o efeito da vacina em si, e não diferenças pré-existentes entre as populações.

Resultados

Os pesquisadores usaram modelos estatísticos (regressão de Cox) para estimar a razão de risco (hazard ratio, HR) entre os grupos, que pode ser interpretada como uma medida de aumento relativo de chance do desfecho ao longo do tempo. Os principais resultados ajustados foram:

  • Mortalidade por todas as causas: risco 40% maior entre receptores da Pfizer em comparação aos da Moderna 
  • Mortalidade cardiovascular: risco 57% maior no grupo Pfizer 
  • Mortalidade por covid-19: risco 91% maior no grupo Pfizer 
  • Mortalidade por causas não relacionadas à covid-19: risco 37% maior no grupo Pfizer

Em termos absolutos, isso significou, por exemplo, 784 mortes por 100 mil pessoas no grupo Pfizer contra 562 por 100 mil no grupo Moderna para mortalidade por todas as causas, um excesso de 221 mortes por 100 mil pessoas. As diferenças em mortalidade cardiovascular e por covid-19 foram principalmente impulsionadas pelo grupo de adultos com 60 anos ou mais, embora o excesso de mortalidade por todas as causas tenha aparecido em todas as faixas etárias.

Gráfico do estudo

No primeiro quadro, à esquerda e acima, mortes por todas as causas. No segundo, à direita e acima, mortes não COVID-19. No tericeor, mortes cardiovasculares e no quarto mortes por COVID. A linha azul é a Pfizer, a vermelha é Moderna.

Autores

O estudo, já revisado por pares, foi liderado por Retsef Levi, professor de Gestão de Operações na Sloan School of Management do MIT e ex-membro do comitê consultivo de imunização dos EUA (ACIP), e tem entre seus autores Joseph A. Ladapo, Cirurgião-Geral do Estado da Flórida e professor de Medicina na Universidade da Flórida.

Repercussão

“Este é um artigo extremamente importante. Ele mostra que a vacina da Pfizer não era segura. Ela matou pessoas. Não há outra forma de interpretar esses dados”, afirmou Steve Kirsch, jornalista investigativo e fundador da Vaccine Safety Research Foundation (VSRF).

Comentário editorial MPV

Por isso este estudo merece atenção e por isso o MPV defende a retirada da vacina da Pfizer do mercado brasileiro e de qualquer obrigatoriedade.

Estudos que comparam vacinados com não vacinados são notoriamente vulneráveis ao chamado viés do vacinado saudável: quem procura a vacina tende também a procurar exames preventivos, a tratar doenças crônicas e a adotar outros cuidados de saúde que reduzem o risco de morte por causas diversas. Isso compromete a confiabilidade de grande parte dos estudos observacionais sobre vacinas.

O estudo da Flórida escapa desse problema porque compara dois grupos de vacinados (pessoas que receberam a primeira dose da Pfizer/BioNTech e pessoas que receberam a primeira dose da Moderna). Ambos os grupos passaram pelo mesmo filtro comportamental: compareceram a um local de vacinação e receberam o produto. Além disso, no início de 2021, a marca disponível dependia em grande parte de qual frasco estava na clínica naquele dia, um fator mais próximo do acaso do que de características individuais. O pareamento por idade, sexo, raça, etnia, mês, local de vacinação e bairro reforça a comparação. É um desenho metodologicamente mais robusto do que a comparação entre vacinados e não vacinados.

Diante dos achados: risco 40% maior de mortalidade por todas as causas, 57% maior de mortalidade cardiovascular e 91% maior de mortalidade por covid-19 entre receptores da Pfizer em relação aos da Moderna, em uma coorte de quase 2 milhões de adultos, o MPV entende que o princípio da prudência deve prevalecer. Defendemos a retirada da vacina da Pfizer/BioNTech do mercado brasileiro e a revogação de qualquer obrigatoriedade, seja para crianças, seja para qualquer pessoa. A decisão sobre se vacinar deve ser individual, informada e livre de coerção.

Fonte

Twelve-month all-cause mortality after initial COVID-19 vaccination with Pfizer-BioNTech or mRNA-1273 among adults living in Florida: Statewide cohort study – ScienceDirect


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Foto de Redação MPV

Redação MPV

Equipe de jornalismo do MPV - Médicos Pela Vida, uma associação médica com milhares de associados que se notabilizou no atendimento da linha de frente da COVID-19.